Fiscalização intensificada, contratos mais complexos e exigências de governança elevam a importância do Direito Empresarial preventivo.
O início de 2026 consolida um ambiente empresarial marcado por maior complexidade regulatória, fiscalização mais ativa e exigência ampliada de práticas de governança e compliance no Brasil. Além das pressões de mercado, o período coincide com o início da vigência de dispositivos relacionados à reforma tributária, aprovada por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023, que estabelece a substituição gradual de tributos sobre consumo por novos modelos como o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Embora a transição seja progressiva, empresas já precisam se adaptar a obrigações preparatórias e ajustes estruturais a partir de janeiro de 2026, incluindo revisão de contratos, análise de impacto tributário em operações, atualização de sistemas fiscais e adequação de modelos societários e comerciais. A reforma altera a lógica de incidência tributária, amplia exigências de controle e impõe necessidade de planejamento estratégico para evitar riscos financeiros e contingências futuras.
Paralelamente, compliance e governança deixaram de ser temas periféricos e se tornaram fatores centrais na estratégia corporativa. Em 2026, esse cenário se intensifica diante de projeções de crescimento econômico moderado combinadas com maior pressão por conformidade regulatória e transparência. O mercado brasileiro de governança, risco e compliance (GRC) gerou cerca de US$ 3,6 bilhões em receita em 2024 e deve atingir aproximadamente US$ 7,4 bilhões até 2030, com taxa média anual de crescimento de 12,4% entre 2025 e 2030, segundo a Grand View Research. Esse movimento demonstra a ampliação de investimentos em tecnologia e estrutura preventiva.
Além disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) atualizou normas que exigem divulgação de informações de sustentabilidade alinhadas a padrões internacionais a partir de 2026, reforçando a transparência e ampliando a responsabilidade das empresas quanto à governança corporativa.
Nesse contexto, o risco empresarial não está apenas na operação cotidiana. Está na estrutura. Organização societária inadequada, ausência de acordos de sócios, contratos desatualizados e falta de controles internos robustos passam a representar vulnerabilidades relevantes. A entrada em vigor de novos parâmetros tributários eleva ainda mais a necessidade de revisão contratual e reestruturação preventiva.
A atuação estratégica em Direito Empresarial, aliada ao planejamento tributário estruturado, reduz a probabilidade de litígios, contingências fiscais e perdas comerciais. Empresas que revisam sua estrutura antes de serem pressionadas por fiscalizações ou disputas judiciais tendem a preservar capital, proteger patrimônio e manter acesso a crédito e investimento.
Segundo o Lacerda e Paulucci, escritório especializado em Direito Empresarial, o início de 2026 marca um momento decisivo para reorganização jurídica e tributária das empresas. O escritório destaca que a reforma tributária, combinada com maior exigência de governança e compliance, exige revisão societária, contratual e estratégica imediata. O Lacerda e Pauluccireforça que empresas que estruturam sua base jurídica e tributária de forma preventiva ganham previsibilidade, reduzem riscos e fortalecem sua posição em um ambiente regulatório cada vez mais exigente.


